Apartamento 96

Atenção. Esse texto contem cenas e palavras não recomendadas para menores de dezoito anos e/ou sensíveis e/ou frígidas. Leia por sua conta e risco. Não estou te obrigando a nada. (2bjs stay strong)

Ele entrou no elevador logo depois de mim.

Estávamos a sós. Escorado na parede do elevador, o observei pelo canto do olho: Não deveria ter mais do que quarenta e cinco anos. Tinha os ombros largos e grandes. O peitoral estava marcado por baixo da camisa branca. Vestia um short de ginástica e tênis de corrida. A pele branca estava avermelhada do sol. Carregava uma garrafa térmica numa mão e o celular na outra. Seu rosto era quadrado e bem definido. De onde estava não consegui decifrar a cor de seus olhos, porém minha atenção estava entre suas pernas. Apesar de flácido, eu podia ver o contorno de seu pênis pelo tecido fino do short.

A porta do elevador se fechou e os intermináveis segundos começaram. Notei que ele tinha apertado o botão com o número 9. Eu desceria no 10.

Inconscientemente, mordi o lábio inferior, tentando esconder a ereção.

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Ele desviou a atenção do celular para mim. Arregalei os olhos ao encarar os seus lindos olhos azuis. Ele sorriu e piscou. Àquela altura, meu coração já tinha disparado.

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Ele saiu do elevador e eu encarei sua bunda: redonda e, provavelmente, durinha. Saí do elevador (quando chegou ao décimo andar) pensando naquele homem delicioso. Já havia alguns meses desde que meu pai e eu nos mudamos para cá, mas aquela era a primeira vez que eu via.

Entrei em casa pensando em quando o veria de novo.

No dia seguinte, cheguei em casa no mesmo horário. Passei pela portaria e lá estava ele, esperando o elevador. Então notei, em sua mão esquerda, uma aliança de ouro. Ele era casado.

Hoje estava vestido com um terno preto. Tinha o paletó nos braços, que estavam marcados na camisa social branca.

— Boa noite. – ele disse. Sua voz era de estremecer. Alguma coisa dentro de mim tinha vontade de fazer coisas pecaminosas, na recepção do prédio.

— Boa noite. – respondi com a voz fraca.

O elevador abriu-se e duas senhoras cumprimentaram o homem ao sair. Seu nome era Carlos. Já era um começo.

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Ele parecia ter dificuldade com o celular. Não parava de sacudi-lo como se assim ele fosse funcionar. Ele notou meu olhar curioso e sorriu:

— Essas coisas são complicadas demais para mim. Estou velho demais para essas coisas.

— Você não é velho. – disse baixinho. Ele sorriu ainda mais – Deixe-me dar uma olhada. – estendi a mão.

Ele estendeu o celular.

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O celular só estava sobrecarregado. Ele tinha aberto vários aplicativos e não os tinha fechado causando o aparelho travar.

9

— Pronto. – mas a porta do elevador já tinha fechado.

— Obrigado.

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Quando ia pegar o celular, nossas mãos se tocaram. Aquela pele áspera causou uma onda elétrica que percorreu meu corpo. A porta do elevador fechou-se de novo.

9

— Como poso te agradecer? – nossas mãos ainda se tocaram.

Mordi o lábio inferior e aquilo pareceu ser o gatilho para o que aconteceu em seguida: Ele me puxou pelo pulso e me beijou contra a parede do elevador. Sua língua explorando cada centímetro da minha boca.

Sem reação ameacei dar um tapa na cara dele, mas ele me impediu:

— Por quê?

— Você é casado.

Fui casado.

Senti o rubor espalhando pelo meu rosto numa onda de calor.

Ele impedia a porta de fechar com a mão esquerda. Com a direita, me segurava junto a ele.

— Só cinco minutinhos. – ele fez beicinho. Não pude deixar de rir. Ele caiu na gargalhada.

Acabei cedendo. Abriu a porta do seu apartamento, número 96, e entramos. Era tão amplo quanto o que eu morava. Algumas caixas estavam espalhadas pela sala que ainda não estava completamente arrumada. As grandes portas de vidro que davam para a varanda estavam fechadas e o vento frio insistia em tentar entrar, causando um barulho desconfortável.

— Quer comer alguma coisa? – perguntou ao entrar na cozinha. Aceitei uma xícara do café que ele tinha acabado de fazer.

Sentamos no chão da sala sem móveis, nossos joelhos se tocando. Bebericava o café e conversávamos:

— O que você estuda Erick?

— Administração – respondi.

— Minha firma tem um ótimo programa de estágio. Passe lá qualquer hora dessas.

Continuamos conversando. Carlos me disse que tinha se casado muito cedo, aos dezoito anos, porque tinha engravidado a namorada, mas que não era aquilo que queria. Disse que sempre se sentiu atraído por outros homens e que agora que o filho já estava crescido, tinha vontade de explorar novos caminhos.

Pousei a xícara ao meu lado. Sua mão calejada e pesada pesou em minha perna. Ele apertou micha coxa com suavidade. Eu gemi. O beijei com ferocidade e ele pareceu gostar. Deslizava as mãos por meus cabelos até o cóccix e depois subia para o cabelo de novo. Abri sua camisa social revelando o peito musculoso e coberto de grossos pelos pretos. Passei a mão em seus mamilos, o fazendo gemer alto. Ajoelhado em frente a ele, senti sua calça apertar e seu pênis crescer. Ele agora passava a mão em minha bunda. Meu pênis igualmente rijo roçava em seu abdome definido.

Passou a língua em meu pescoço, me deixando atordoado. Me beijou com mais ferocidade ainda enquanto eu arranhava devagar a base de seu pescoço.

Num sobressalto, me pegou no colo e me levou para seu quarto. Estava começando a escurecer, então ficamos numa penumbra. Ele me colocou gentilmente na cama de casal e se prostrou em cima de mim.

Sua mão calejada e grossa apertando meu pau com tanta força que quase gritei. Arrancou minha camisa com selvageria e passou a língua bem devagar pelo meu torso esguio. Ele se livro da camisa social exibindo seus braços musculosos. Observei o contorno confuso de uma tatuagem na parte interna de seu bíceps. Ferozmente, tirou minha calça jeans e a cueca. A sensação daquela mão sobre meu pau era inebriante. Delicadamente, começou a fazer movimentos de vai-e-vem me fazendo ir ao delírio.

Eu o parei ao perceber que poderia gozar a qualquer minuto. Tirando uma força sabe-se de onde, troquei de posição com ele – agora eu estava por cima – e ele pareceu gostar. Tirei o cinto de sua calça, esfregando a mão no cós da calça social. Senti seu pau latejar no contato com minha mão. Delicadamente, tirei sua calça. Sua cueca branca já estava molhada.

Tirei seu pau da cueca. Era lindo. Grande e venoso.

A cabeça estava recoberto pelo prepúcio. Devagarinho puxei a pela para trás, deixando a glande desabrochar. Rosada e brilhante. Dei um sorrisinho e passei a língua no freio. Ele estremeceu. Fechei os lábios sobre sua cabecinha fazendo movimentos circulares com a língua. Ele sabia que eu não aguentaria colocar tudo para dentro, mas eu fiz meu melhor.

Seu pau em riste tremia de excitação. Tirei sua cueca com ferocidade. Apalpei seus testículos, brincando. O cheiro de suor que exalava de sua virilha me deixou extasiado. Masturbei seu pênis enquanto beijava sua pélvis. Ele gemia e tremia na cama. Seu líquido lubrificante escorria em minhas mãos.

Ele se sentou e começou a me beijar, mais ferozmente e desesperado ainda. Sem ar, me virou de bruços na cama. Eu estremeci, e ele percebeu:

— Não se preocupe, eu vou entrar devagarinho.

Ele começou me beijando no pescoço, descendo até as costas e o cóccix. Sua língua, quem e molhada, me penetrando, me levando a loucura. Ao êxtase. Àquela altura eu já me contorcia de prazer.

Seu dedo áspero me penetrou, eu assustado, arfei. Carlos, delicadamente, beijou meu pescoço.

— É só relaxar. – ganiu na minha orelha. Seu corpo pesado estava pressionado contra o meu. Suas pernas grossas me prendiam a cama.

Ele colocou o segundo dedo. Continuei arfando, sentindo aquela aspereza dentro de mim. Seus lábios ainda explorando meu pescoço e costas. Empinei a bunda, e ele compreendeu que eu estava pronto.

Ainda enterrado no travesseiro, senti-o me violando. Primeiro a cabecinha. Não sei o que era melhor: a dor ou o prazer. Aos poucos, ele foi adentrando mais e mais. Pensei que não fosse aguentar, até que ele parou. Sua respiração pesada no meu pescoço, me fazendo arfar de dor, de prazer. Senti-lo dentro de mim me fez sentir ainda mais vivo.

É bom se sentir desejado. Bom pra alma. Melhor ainda pra autoestima.

Com delicadeza, ele começou os movimentos pélvicos. Pensei que ele fosse me rasgar em dois, tamanha era a dor. Porém logo eu entrei na dele, a dor ainda estava lá, porém o prazer era maior.

Suas mãos fortes e calejadas percorriam cada pedaço do meu corpo. Enquanto estávamos naquela dança, o mundo lá fora caía. Chovia torrencialmente e o cheiro da chuva misturado ao nosso suor só me deixou mais extasiado.

Continuamos naquela dança, ele cada vez mais dentro de mim; eu me entregando cada vez mais pra ele. Àquela altura, já havíamos abandonado a delicadeza. Carlos beirava a brutalidade, mas ainda assim tendo cuidado.

Seu corpo começou a tremer sobre o meu. Seu urro saiu junto com o gozo. Meu preenchendo, aquele líquido aquoso e quente. Mas ele não parou, continuou se movimentando dentro de mim, tamanha era sua insaciedade.

Sua mão grossa deslizava pelo meu pênis ereto, o cobrindo por completo. Enquanto ele se movimentava em seu próprio regurgito de prazer, ele queria me fazer sentir (ainda mais) prazer. E foi o que eu senti. O jato escorrendo entre seus dedos, me lambuzando.

Delicadamente, ele me ajudou a virar de frente a ele. Ele passou os dedos nos meus cabelos, sorrindo. Deitou-se ao meu lado e eu encostei a cabeça em seu ombro. Ali, deitado com os lençóis grudados no meu corpo pensei no que eu tinha acabado de fazer. Eu transei com um completo estranho.

Seus dedos ainda brincavam com as mechas do meu cabelo. Sem jeito, me aconcheguei em seu peito largo. E ele deixou. O melhor seria ficar ali, imóvel, ouvindo o som de sua respiração diminuir lentamente misturada ao som da chuva incessante.

Não sei se era uma das consequências do que tínhamos acabado de fazermos, mas eu poderia jurar que me sentia infinito. Apesar de preso entre as paredes do apartamento 96, eu era infinito. E infinitas eram as possibilidades. Até tudo desmoronar e os nossos encontros no elevador se tornarem constrangedores e estranhos.

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