Sonhador na escuridão

À deriva
A Jangada sequer se move
Ou eu que estou tão inerte que não percebo seu movimento
Não há estrelas no teto
Flores do lixeira
De olhos fechados, soluço os impróprios imaginativos que criei
Minhas barreiras fragilizadas
Erguidas de areia, indiferença e desconfiança
Sonho no escuro
Aonde quer que os sonhos estão
Eu vivo na escuridão

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Sonhador na escuridão

Mais do mesmo

“Eu não quero te machucar.” – O discurso é sempre o mesmo. Essa frase já foi tanto escutada por este que vos fala (escreve) que está sendo assimilada de maneira automática, sem realmente ter tempo para absorver seu real significado.

Dizer algo como isso implica que você já está sendo preparado para algo que venha a acontecer no futuro. Mas, hey, lembra: Ninguém tinha a intensão de te magoar. Foi sem querer, ou, você não prestou atenção nos sinais para tirar o corpo fora quando teve a chance. Afinal, você – eu – já tinha sido avisado no prelúdio.

Esse texto não é sobre um coração partido. Ou sobre excesso de expectativas. Talvez, afinal, seja sobre a falta delas. Chega certo momento que não há escapatória da famosa frase “e agora?”.  Agora a vida continua. Seguimos cada um por nossos caminhos tortuosos e, se tivermos sorte, seremos felizes com nossas escolhas e quando lembrarmos um do outro teremos um sorriso no rosto e não uma carranca.

E pra dizer a verdade, não estou tão mal quanto achei que estaria. Acho que eventualmente a alma se habitua ao fracasso. Mais uma vez: Esse texto não é sobre um coração partido.

Mais do mesmo

Conhecemos todo tipo de pessoa ao longo das nossas vidas. Algumas nos acompanham por toda a caminhada. Já outras, sequer permanecem por alguns passos. E essas são as que geralmente nos fazem mais falta.