Tell me where I’m heading – Tell I can be there soon

The idea of having one’s life together at the age of 21 strikes me as somewhat impossible. I’ve always wanted to be a writer. I don’t know exactly where that idea came from, but I have some livid memories concerning reading Harry Potter and watching Harriet the Spy when I was a little child.

Today, I find myself on the verge of finishing my first novel. That scares me a little because today, I’m closer to finishing something I started when I was 15. By then, I had things figured out. Figured out as in “the world is mine” kind of figured out. Today, at 21, I realize the world does not belong to a black young man. The world is out there to be faced and maybe conquered. But also feared.

I don’t know where Exactly I’m going. I do however know that, one year from now, I don not want to be stuck where I am now, as I’m not today where I was last year. That saying about moving forward is right. It doesn’t matter where I’m going as long as it’s forward and as long as I don’t stop.

Tell me where I’m heading – Tell I can be there soon

plain

I see myself in the mirror and I shudder with terror. Average – that’s what I see in me. Not a day goes by without me hating my very being. I’m too thin; my cock my be big – yet my blackness offend you. No one’s ever stopping me to say how pretty my plain eyes are. As I look in the mirror, I know that they all don’t care about my pointy bones. Oh, Anna, I lust you no more…

My skin is transparent – inside my life beats. The lights in my plain eyes fade day by day and when they go out – then I will be stunning.

plain

What am I living For?

As I cross the bridge, I feel the cold breeze penetrating my bones. I’m heading home, but I don’t know where home is. I seat on the bus and wonder where life is leading me to. The future seems far yet so close. My brain, scared and frail shivers in the cold – but Oh, how I love the cold. It’s when I feel the safest.

I close my eyes just as soon as I close the front door. As I sigh and embrace my life, I look at my reflection and ask myself: What am I living for?

What am I living For?

Mais do mesmo

“Eu não quero te machucar.” – O discurso é sempre o mesmo. Essa frase já foi tanto escutada por este que vos fala (escreve) que está sendo assimilada de maneira automática, sem realmente ter tempo para absorver seu real significado.

Dizer algo como isso implica que você já está sendo preparado para algo que venha a acontecer no futuro. Mas, hey, lembra: Ninguém tinha a intensão de te magoar. Foi sem querer, ou, você não prestou atenção nos sinais para tirar o corpo fora quando teve a chance. Afinal, você – eu – já tinha sido avisado no prelúdio.

Esse texto não é sobre um coração partido. Ou sobre excesso de expectativas. Talvez, afinal, seja sobre a falta delas. Chega certo momento que não há escapatória da famosa frase “e agora?”.  Agora a vida continua. Seguimos cada um por nossos caminhos tortuosos e, se tivermos sorte, seremos felizes com nossas escolhas e quando lembrarmos um do outro teremos um sorriso no rosto e não uma carranca.

E pra dizer a verdade, não estou tão mal quanto achei que estaria. Acho que eventualmente a alma se habitua ao fracasso. Mais uma vez: Esse texto não é sobre um coração partido.

Mais do mesmo

Pequeno amontoado inspiracional

Para o meu amigo Bruno Ferreira – espero que este pequeno texto seja inspiracional o bastante para você.

 

 

Enquanto recém-nascidos, abrir os olhos para ser a coisa mais assustadora do mundo. Alguns de nós já vem ao mundo de olhos abertos, prontos para nos maravilhar e morrer de medo do que vem a seguir. Outros de nós, entretanto, demoram meses. Assim como os recém-nascidos abrem os olhos, depois de crescidos, também precisamos, muitas vezes, abrir nossos olhos. Esse abrir metafórico é igualmente assustador e excitante.

Mas quando a coragem nos preenche, é inevitável se deixar levar. O mundo se transfigura à sua volta, e encarar o mundo sob uma nova perspectiva vê-se plausível. As correntes estão largadas no chão – nunca mais as toque. Não olhe para trás. O futuro começa agora, e você é o narrador. Aproveita que o prólogo já terminou e comece o primeiro capítulo. Aproveita da sua licença poética e sirva-se de mais.

Você é o ontem, o hoje e o mais importante – o amanhã.

Pequeno amontoado inspiracional